Historias e estorias que não foram contadas

Historias e estorias que não foram contadas
uma foto, de um passado distante

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Passamos a fase da Torre de Babel?


O ontem é história, o amanhã é um mistério. Hoje é um dom que é por isso que chamamos
que o presente!

Crônicas de um Chefe Escoteiro.
Passamos a fase da Torre de Babel?

                              A Torre de Babel, segundo a narrativa bíblica no Gênesis, foi uma torre construída por um povo com o objetivo que o cume chegasse ao céu, para tornarem o nome do homem célebre. Isto era uma afronta dos homens para Deus, pois eles queriam se igualar a Ele. Deus então parou o projeto, depois castigou os homens de maneira que estes falassem varias línguas para que os homens não se entendessem e não pudessem voltar a construir uma torre com esse propósito. Esta história é usada para explicar a existência de muitas línguas e etnias diferentes. Não serve de comparação para uma grande participação entre irmãos escoteiros concordando e discordando de artigos e temas que publiquei.

                              Isto não é uma luta pessoal. Acredito mesmo que possa estar errado em muito do que comento e escrevo. Até justifico muitas vezes as colocações que fazem aqui no grupo e em minha página. É ruim ser o dono da verdade.  A UEB vem realizando uma serie de mudanças desde a década de setenta. Nos estatutos, no uniforme, no programa, em tradições simples que não precisavam ser mudadas. Nunca disse e nem direi que não devemos nos atualizar. Afinal o mundo todo se atualiza a cada momento. Mas existe a maneira correta. Não essa que promoveram e ainda estão promovendo. Nota-se que sempre tem aqui muitos defensores das colocações feitas pelos dirigentes. Nenhum deles, os dirigentes, no entanto manifestou. Dei boas risadas em ler um comentário de um Escotista a dizer que eles estão nos monitorando.  Isto lembra o que? Claro, eles só estão lendo e tirando suas conclusões. Monitorar? Suas atas para quem as lê, não passam de temas já votados por eles e aprovados, e outras tantas nas mãos de um ou outro para tomada de decisões futuras. Assim parece que vão levando as mudanças que até hoje não deram certo. E por favor, não estou desmerecendo ninguém. Sei do esforço voluntário de cada um. Mas quem se candidatou e foi eleito, tem a obrigação de dar muito mais que outros escotistas em suas sessões.

                            Interessante que em nenhuma destas atas publicadas está escrito que deveriam fazer uma pesquisa abrangente, saber as opiniões dos nossos escotistas e quem sabe uma consulta direta as bases ou cada um dos membros da associação. Repito, não sou contra a mudança, sou contra da maneira com que ela é imposta como se só eles tivessem o dom do saber, a última palavra, e pensar que sabem o que precisamos para nos desenvolvermos mais no escotismo. De uns tempos para cá muito se tem falado sobre a os atos do CAN e da DEN. Isto era “tabu” em um passado não tão distante. Já é ruim ficar sabendo de mudanças que não agradam, pior ainda é ficar sabendo por terceiros que determinado tema vai ser alterado. Francamente nas atas que leio não vejo quase nada sobre aprovações e pedidos de estudo de temas discutidos em Assembleias Regionais e Nacionais.

                            Em uma ata um membro da diretoria do CAN simplesmente pediu que se desse uma explicação, ou melhor, abrangência em algumas mudanças, pois ele sentia que estava sendo muito solicitado nas redes sociais. Se lerem bem a ata verão que foi uma ou duas frases perdidas ali no emaranhado das mais de seis paginas da ata. Interessante que todos pisam e repisam que o escotismo é para os jovens. Nesta ata no final foi feito um adendo de desculpas aos jovens presentes (com direito a participar e sem direito a voto) por não terem sido convidados a usar da palavra o que seria feito na próxima reunião do CAN. Ouvir os jovens?

                            São mais de quarenta anos. Os membros da nova Equipe Nacional de Gestão de Adultos, (antiga Equipe Nacional de Adestramento) no início da década de setenta resolveram que ela não mais teria assento nas Assembleias com direito a voto. Centenas de justificativas. Achei interessante, pois queiram ou não eles os membros se consideram uma elite dentro da estrutura Escoteira e como tal não deveriam ser ouvidos? Claro, muitos deles são membros, mas eleitos por direito ou não de outras formas. Lembro bem que não sou contra as modificações sou contra a forma como são feitas. Um ou dois falam pelos outros, apresentam suas ideias são discutidas em clube fechado, votado e aprovadas. Chegam ao cúmulo de decidir o que os jovens querem sem um consulta direita a eles.

                           Dizer que qualquer um de nós (menos eu, não fiz o registro e não farei para evitar dissabores de ter de enfrentar uma Comissão de Ética) podermos ser eleitos é uma falácia. Comparo isto à eleição do Senhor Lula a presidência da republica. Somos milhares e citar um ou dois que conseguiram não serve como exemplo. Muitos aqui insistem na transparência. Ela até hoje não existe. Enquanto um Supremo Tribunal Federal é transparente nas suas ações, nós os membros do escotismo nacional não somos informados de nada. Dos processos que se fazem com outras organizações, baseados em qual motivo. Processos que frequentemente estados estão julgando membros por conduta não previsível na visão deles, e assim só vamos tomando conhecimento por terceiros ou quando surge em uma Ata de tempos em tempos. O Informativo Sempre Alerta é um amontoado de Marketing da própria organização.

                             Não tenho como comentar todos que aqui deram vasão nas suas ideias. Impossível. Mas mesmos os que discordam e outros que concordam e também aqueles que sugerem, em fico contente. Aqui no Facebook é histórico. De uns tempos para cá surgiram diversos grupos que escotistas de todo o país que agora sentem a liberdade de opinar. Isto não é válido? Não seria melhor abrir um canal mais próximo com a UEB? E por favor, não me venham dizer que as mudanças e tudo que colocamos estão sendo feitas. São quarenta anos. Tempo demais. Fica, portanto meu agradecimento àqueles que resolveram se manifestar. Isto é importante. Uma voz a mais. Que seja em concordância com as diretrizes que a UEB vem realizando ou não. Para mim importa agora é que existem vozes no Brasil inteiro que querem se manifestar. Quer falar, quer cobrar o seu direito de ouvir e ser ouvido e claro votar e ser votado.
Obrigado.


Uma pessoa que faz uma pergunta é um tolo por cinco minutos. Uma pessoa que não faz
É um tolo para sempre.

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