Historias e estorias que não foram contadas

Historias e estorias que não foram contadas
uma foto, de um passado distante

sábado, 24 de junho de 2017

Um pouco do autor.





Um pouco do autor.

Há tempos, me tornei uma cópia de escritor de temas, artigos, tudo baseado no Movimento Escoteiro que conheci desde 1947. Época em que tive a honra de ser aceito como lobinho da matilha marrom. Os anos passaram e quando passei a frequentar a elite escoteira nacional, comecei também como tantos a dar sugestões, sentindo a necessidade de manter viva na memória o escotismo como o conheci. Desde 1968 que escrevo sobre tudo. Nunca desisti das minhas escritas. Para alguns sem valor para outros uma confirmação do que acreditam como eu.
  
“Histórias que os Escoteiros não Contaram”, foi o título inicial. Nem me lembro mais porque dei este nome, quem sabe por que fui o primeiro a escrever fascículos desta maneira. Me copiei de antigas publicações do Delta, um comissário de um condado inglês que me trouxe muitos dividendos. Comecei a escrever em 1986. Não parei mais. Surgiram outras fases, e minha escrita foi aumentando até chegar aos dias de hoje com mais de cinco blogs escoteiros e mais dois enveredando por caminhos diferentes, o que não é o caso deste introito.

Os fascículos são escritos muitas vezes de forma sucessiva, tentando mostrar o crescimento interior e a evolução dos acontecimentos. Narrado por um "Velho" Escoteiro figura não muito vulgar ao nosso meio, por ser cheio de surpresas, egocêntrico, com manias próprias da idade (nem sempre isto acontece), tem um coração enorme. Acompanhado de sua esposa a Vovó, uma alma cheia de luz, sempre a seu lado, e para completar o trio, um Chefe Escoteiro iniciante, interessado em aprender e que se tornou um amigo inseparável do "Velho".

Aqui não há nomes, indicações de locais, datas. Tudo é fictício, irreal, fatos narrados até podem ser comparativos com varias situações, mas não existe nenhuma forma de censuras a quem quer que seja. Os fascículos não pretendem ensinar, apesar de que alguns acham isto. E fico feliz em que pensem assim. No entanto o intuito é de divertir, conhecer personagens interessantes no nosso meio escoteiro. Claro sempre existe uma “pitada” aqui e ali, destinada a melhorar nossas performances no dia a dia de nossa labuta escoteira.

Repito os fascículos não são para contestação. Como disse não sou um escritor e nem tenho facilidades de expressar com clareza o que penso. Como já dizia Baden Powell, meu conhecimento da escrita foi adquirido na Universidade da Vida. Aceito críticas, sugestões e do fundo do coração desejo que nossos dirigentes alcancem o sucesso que estão buscando. São nossos sonhos desde que entramos para este movimento maravilhoso.

Fiquem a vontade, e olhe, tente ler os artigos conforme sequência numerada. É mais fácil de entender.

Sempre Alerta

Os personagens.

O Chefe Escoteiro é aquele que está na ativa e se preocupando com os rumos do Escotismo. Ele não se preocupa em ser um chefão. Quer apenas ajudar aos jovens na sua trilha de aventuras.

O "Velho" não está presente, já participou do Movimento, acredita ainda em toda a metodologia criada pôr Baden Powell, mas aceita as mudanças com  ressalvas. É um “chato”, excêntrico e tradicionalista pôr natureza!

 Vovó é aquela que ficou em casa, vendo a vida passar junto ao  seu marido dando tudo de si para o Escotismo esquecendo-se dela mesma e cuidando da família. Existem mulheres assim. São minoria, mas existem!

O Chefe Escoteiro, o Velho e a Vovó fazem o triunvirato das histórias dos fascículos. Todas as personagens são fictícias. O escotismo hoje é totalmente diferente do passado. Não pretendemos sugerir aqui onde se basear para a prática do melhor escotismo. Mas você pode ter uma melhor compreensão de tudo para que suas ideias sejam clareadas e sua mente compreenda melhor como praticar e conhecer o escotismo.


Contatos por e-mail - elioso@terra.com.br

Que Chefe sou eu?


Que Chefe sou eu?

             Hoje é sábado. Todos escoteirando. Resolvi escrever sobre o “Chefe”. Sem ofensas. Não coloque a carapuça! Afinal nem lhe conheço e fazer comentários do seu modo de ser é falta de cortesia e educação. Portanto fica o dito pelo não dito. Como diz a Célia muitas vezes só falo bobagens. Vixi! Mas eu gosto de pensar como são os chefes escoteiros de hoje e de ontem. Pensar. Não fiz pesquisa. Não tenho dados reais. Mas cá prá nós tem cada tipo que a gente pensa: - Este sim é o tal, seus jovens terão futuros promissores. E os outros? Tem aqueles que... Calma vamos dar nome aos bois custe o que custar.

O Chefe Viajante.
- É um bom sujeito. Está em todas. Não leva a tropa, mas sempre está com alguém. Pode ser um amigo pode ser um filho ou a esposa. Não perde uma. Convidou? Ele vai estar lá. Sempre tira foto de onde foi ou com quem conversou. Conhece gente à beça. Tem bom papo boa prosa e prá dizer a verdade nem sei se a tropa ou alcateia dele existe, pois ele quase não vai à reunião.

O Chefe sabe tudo.
- Ele é demais. Conhece prá xuxu! Se você fala em B.P ele quase diz que esteve lá em Brownsea e fez curso em Gilwell. Se você diz sobre o Sistema de Patrulha ele faz com perfeição. Se falar da Corte de Honra à dele é a melhor. Aí você vai até lá no seu grupo e volta cheio de decepção. Falar mais o que?

O Chefe universitário.
- O cara é demais. Fez faculdade e faz questão de dizer prá todo mundo. Acha que domina o escotismo de cabo a rabo. É capaz de criar modificar, fazer e acontecer. Tem explicação tem papo e acha que tem a solução do escotismo na mão. Já li sobre um que dizia que sabe o que os jovens querem. Perguntar para eles é perder tempo dizia. Valha-me Deus destes tipos. É de doer.

O Chefe doutor.
- Não, ele não é médico “devogado” ou parecido. Ele quer aprender. Não perde um curso. Saí de lá abraçando dizendo que foi o melhor curso do mundo. Está sempre perguntando levantando as mãos e fazendo anotação. Tem pilhas de cadernos e apostilas. Lê tudo que lhe cai as mãos. Tem sua biblioteca particular. Adora ofertas de material escoteiro. Seria ele o Chefe ideal para o escotismo crescer? Pode ser.

O Chefe Internacional.
- Não perde uma atividade fora do Brasil. Passa anos juntando seu rico dinheirinho só para estar em um Jamboree. Conheci um que esqueceu que sua família estava fazendo economia para ele se esbaldar nas “estranjas”. Quando volta é capaz de ficar com você contando cada passo do Japão, na Austrália, dos Estados Unidos, da Inglaterra na França e nossa! O cara conhece toda a liderança mundial!

O Chefe Colecionador.
- Adora. Tem coleções de tudo. Sempre leva consigo dúzias de lenços do seu grupo para trocar. Tem distintivos, manda confeccionar só para trocar. Tem aqueles que desde a época dos “Companheiros da Pena” (Penpal) escreviam só para tirar o selo para sua coleção. Exibem com alegria e fazem questão de se fotografar.

O Chefe chefão.
- Ele é o tal. Fez a IM corre para fazer os cursos de formação. Sonha ser um formador. Acha que tem prestígio e está sempre junto aos grandes do poder. Quando recebe uma conta, uma medalha ou um simples diploma de mérito faz questão de tirar uma foto e distribuir nas redes sociais. Sinceramente não sei como é sua tropa, pois na sua página não tem fotos. Só dele junto aos figurões.

O Chefe anjo.
- Simples, educado, conversa com humildade. Não levanta a voz. Aceita tudo que você diz. Se falar mal dos nossos dirigentes ele completa – Temos que nos preocupar com as crianças, eles lá em cima sabem o que fazem. Como diz BP este é o Chefe padrão. Será que é o que precisamos para melhor o escotismo no Brasil?

O Chefe menino.
- Este sim, briga por um lugar ao sol. Quando entra muitas vezes entrou adulto. Criança não participou do escotismo. Agora sonha em acampar, fazer nós, pular a fogueira, subir no pau de sebo, atravessar uma garganta no nó de evasão. Sonha em acampar, cozinhar, fazer pioneirías cantar dançar e representar no fogo de conselho. Muitas vezes quer fazer às vezes do escoteiro ou lobinho.  

O Chefe formador.
- Ele dirige ou participa de dois ou três cursos por ano. Tem pose de BP. (nem sei se BP era assim). Alguns fazem questão do elogio dos alunos. Outros estufam o peito para dizer “Eu sei como fazer”. Ele sempre diz a palavra final. Adora a parafernália visual eletrônica. Um dia vi um borrachudo dar uma mordida em um e ele o pegou, torceu seu pescoço e disse: - Aprendeu papudo!

O Chefe com Letra maiúscula.
- Este sim é o exemplo. Ouve seus jovens, visita sua casa. Conhece os pais. Ouve e analisa como melhorar a formação com seus escoteiros ou lobos. Sabe que a patrulha e a Corte de Honra é seu manancial para desenvolver toda tropa. Adora acampar com seus monitores. Faz pelo menos três acampamentos anuais com a tropa. Respeita e é cortês com seus assistentes. Suas patrulhas ou matilhas são quase eternas no tempo que ficam no escotismo. Tem um olhar simpático, não é arrogante, sabe cumprimentar e tratar bem a todos que estão a sua volta.


                Vou parando. Teria ainda muitos tipos de chefes para comentar. Outro dia volto. Eu mesmo não me qualifiquei. Quem sabe Chefe Linguarudo? Risos. Pode ser. Não sou Salomão, portanto não sou ninguém. A você meu caro Chefe, tudo de bom, meus parabéns e olhe seja quem você é eu só posso lhe dar um abraço, um sempre alerta e um até breve. E viva a tradição Escoteira!

nota: - Falta do que fazer resolvi analisar os chefes que temos no Brasil e no mundo. Mas eu? Mal fui à Argentina e no Uruguai como posso saber? O que conheço para analisar? Nem mesmo tenho poder de entrar no SIGUE aquele programa que sabe até quem são os escoteiros de Marte. Mas dizem que sou linguarudo e pelo sim pelo não, escrevi. Como dizia Boris Casoy “Doa a quem doer”. Risos.   

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Distintivo de Lapela Escoteiro. (Button).


Crônica de um Velho Chefe Escoteiro.
Distintivo de Lapela Escoteiro. (Button).

“Levei um ano de minha adolescência com um lenço enrolado no pescoço, flor-de-lis na lapela e pureza no coração, para descobrir que não passava de um candidato à solidão. Alguma coisa ficou, é verdade: a certeza de que posso a qualquer momento arrumar a minha mochila, encher de água o meu cantil e partir. Afinal de contas aprendi mesmo a seguir uma trilha, a estar sempre alerta, a ser sozinho, fui escoteiro — e uma vez escoteiro sempre escoteiro”. (de um antigo escoteiro).

                O Button é um objeto na maioria das vezes redondo ou com outro formato que contém conteúdo promocional publicitário ou decorativo. É pregado na roupa ou outra superfície com um alfinete e são usados para indicar a adesão a algum movimento, causa ou partido político. Pois é, no escotismo temos um que hoje pouco se vê nos paletós, gola da camisa ou em outro lugar escolhido. Quem já teve um nunca esqueceu. Hoje época que fazíamos questão de presentear autoridades, simpatizantes e todos nós do Grupo Escoteiro o usávamos. Não era caro e juntávamos nossa economia para ir até a Loja Escoteira no Rio de Janeiro e trazer uma baciada. Quando o vi pela primeira vez me encantei. Só não chorei porque o sonho era real e mesmo sem o uniforme eu poderia mostrar que era um escoteiro.

               Pequeno, dourado com uma linda flor de lis em cores verde e amarelo era um distintivo que me deu enormes alegrias. Na primeira vez minha mãe me deu dizendo que era presente do meu tio da capital. Passei a usá-lo na gola diariamente. Tinha uma presilha que se prendia na gola facilmente. Cidade pequena víamos que os Rotarianos e os sócios do Lions Club usavam o seu. Na câmara de vereadores cada um desfilava com sua escolha pessoal. Quando presenteamos não exigimos que fosse usado, mas a maioria passou a usá-lo com prazer em seu terno ou na gola da camisa. Totonho da Padaria, Leôncio barbeiro e seu Zé do Armazém não tiravam o dele.

               Mesmo não sendo uma peça para usar no uniforme ele estava sempre lá na camisa um pouco de lado para o lenço não ficar por cima. Quando víamos alguém com ele sorriamos de ponta a ponta. E na estação de trem? Eu gostava de ficar lá em horas livres e ver os passageiros em seus vagões sorrindo, cantando e comendo seus lanches que ninguém deixava para trás. Era avistar um com o Button e a gente gritava: - Sempre Alerta! Se o trem fosse ficar mais tempo não faltaria um aperto de mão um abraço e até mesmo contar de onde era e qual grupo.

               Não esqueço lá por volta de 1952 foi feito uma “vaquinha” para comprar cintos, chapéus, e distintivos de segunda e primeira classe. Valparaiso um Sênior foi escolhido para ir até a capital. O Senhor Lair prefeito e muitos vereadores entraram na vaquinha para que eles tivessem também o Button dos escoteiros. Valparaiso fez um bate volta das boas. Quase 30 horas de viagem ida e volta em estrada de terra batida. Voltou no dia seguinte. Escoteiro não tem essa de reclamar. Chegou sorridente com vários pacotes e até um saco de chapéus. Ele foi para a sede e ela se encheu de escoteiros lobos e chefes. Isto em plena terça feira.  

               Quando Valparaiso começou a contar como era o mar, a Igreja da Candelária e as grandes avenidas apinhadas de carros e ônibus formou-se uma roda em volta dele e ficamos lá boquiabertos com tudo que ele falava. Trouxe também alguns livros que eu não conhecia para a biblioteca do Grupo. Para ser Escoteiro, Guia do Chefe Escoteiro, Guia do Escoteiro e Escotismo para rapazes. Fizeram uma fila na biblioteca reservando datas para levá-los para casa. E a Loja Escoteira? Ele sorria e falava quanta coisa tinha lá. Jurei para mim mesmo que um dia eu também iria lá comprar o que quisesse!

               Pois é, meu Button ou meu distintivo de lapela com uma linda flor de lis nunca esqueci. Hoje quase não se vê mais aquele Botton lindo verde e amarelo nos antigos escoteiros, nos escoteiros sem uniforme e autoridades seja elas religiosas ou politicas eu não vejo mais. Sei que ele está a venda nas lojas escoteiras, mas é muito pouco usado. É fato que identificar hoje um antigo escoteiro é difícil. Há não ser que seja conhecido. Agora deram para colocar o lenço em roupa civil e se acham uniformizados. É triste ver um Insígnia de Madeira fazendo assim. O exemplo de B.P ficou esquecido. Poucos se importam com sua apresentação na sociedade brasileira.

                    Estou aqui pensando por que estou escrevendo sobre o Distintivo de Lapela. Afinal nem mesmo reconheço distintivos especiais conquistados pelos escoteiros há não ser as especialidades. A Segunda e Primeira classe ficaram na história. A primeira e segunda estrela não é mais usada. Nem mesmo sei quantos Lis de Ouro e Escoteiro da Pátria recebem por ano. Breve estaremos copiando os americanos que usam uma faixa para colocar as centenas de especialidades. Se eu demorei quatro meses para conquistar a de primeiros socorros, hoje muitos demoram algumas horas. Ainda não tenho uma explicação para tantas especialidades. Mas é uma seara moderna. Eu sou do passado e quem sabe o novo programa poderá trazer resultados surpreendentes. Assim espero.

                     Meu distintivo de Lapela é uma sombra que desapareceu quando o sol se foi. Eu perdi o meu em uma enchente onde morava em uma cidade do interior. Lá se foram muitas lembranças, fotos e até mesmo meu primeiro uniforme de lobo e escoteiro. Mas chega de ficar forçando lembranças que não tem mais utilidades para os dias de hoje. Mas se você meu caro amigo ou minha cara amiga escoteira usar seu Button quando sem uniforme, se motivar seus amigos escoteiros ou ex-Escoteiros a ter o seu quem sabe teremos muitos perguntando: - O que é isto? Isto? Ora meu caro, sou um escoteiro e ele me identifica como um Badeniano de coração. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A Escola da Vida!


A Escola da Vida!

"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.”.

                       Não sei se existe idade para que nós possamos aprender nesta formidável escola do mundo em que vivemos. Uma grande poetiza já dizia que todos nós estamos matriculados na escola da vida. Desde que nascemos. Nesta escola o mestre é o tempo. A cada dia vamos aprendendo. Não importa a idade, pois o aprendizado não para. Dia e noite. É bom aprender com o silêncio, com os falantes, com os intolerantes e os gentis. Eu sou grato a todos pelo que aprendi e ainda aprendo. Não levo em consideração se são rudes, se são estranhos. A eles sou eternamente grato. De vez em quando penso nas palavras de Baden Powell quando disse que é uma pena que um homem tenha que viver sessenta anos para adquirir alguma experiência de vida e a leve para o túmulo, cabendo aos que o seguem começar tudo de novo, cometendo os mesmos erros e enfrentando os mesmos problemas.

                O escotismo nos deu escolhas. Não importa se entramos nele como jovens ou adultos. Ele o escotismo nos dá escolhas simples, honestas baseadas em uma lei e uma promessa. Aprendemos tanto a cada dia, a cada hora, a cada minuto. Aos poucos vamos fazendo um arquivo em nossa memória impossível de descrever ou escrever. É este arquivo é quem nos ensina como compreender, ser calmo, ponderado, e assim aceitarmos mais alegremente a vida como ela é, sem reclamar e aceitando o que nos foi dado como meta. Fico pensando porque muitos jovens não gostam de ouvir aqueles que já passaram pela escola da vida, carregam experiência e não se perdem no caminho desta escola. Eles os jovens se sentem seguros, Andam com firmeza e acreditam que o que fazem é o certo. Mas isto não é bom? Quem sabe sim.

                 Todo homem toda a mulher passa pela escola da vida. Eles são os que sustentam a nação e o mundo com o que aprenderam. São livros não escritos, são matérias do dia a dia. São as alegrias, as dificuldades, os sacrifícios que nos dão a certeza de um dia receber o diploma tão esperado. Mas este diploma é apenas uma etapa. A Escola da Vida não para. Há muito que aprender. Ela nos dá a única riqueza que vamos levar conosco na viagem que um dia iremos realizar. E a cada estação, a cada apito do trem descendo ou subindo iremos encontrar mais e mais escolas. São milhares. Nunca irão parar. Seria bom que todos trocassem ideias como os que passaram por esta escola antes da maturidade. Mas acredito que tem de ser assim. E como dizia Saramago, mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo!


O homem que é cego para as belezas da Natureza perdeu metade do prazer da vida! Lord Baden Powell.

sábado, 17 de junho de 2017

O nostálgico toque do “Silêncio”.


Conversa ao Pé do Fogo.
O nostálgico toque do “Silêncio”.

Em Silêncio Acampamento,
Este canto vinde ouvir,
São fagulhas da fogueira que nos dizem
Escoteiros a Servir...

                   O clarim quanto toca o Toque do Silencio é mágico. Lindo. Marca profundamente para que já tocou ou ouviu seus sons calmos e tranquilos em uma noite de luar ou sem luar. Dizem que é um toque choroso, machucado, que dói fundo no coração. Sua história até que diz isto. Conta-se que na guerra civil americana um soldado gemia em uma trincheira. Um oficial confederado achou que era alguém do seu batalhão. Com dificuldade o trouxe até onde estavam. Não era um confederado e sim do exercito do norte. Todos o queriam morto e ele morreu. O oficial agora sobre uma luz bruxuleante nota que o morto parece com alguém. Sim, era seu filho que deixara sua fazenda no sul da Geórgia há muitos anos e foi para o norte. Queria enterrá-lo com honras. Não deixaram. O General confederado com pena chamou um corneteiro. – Toque qualquer coisa quando forem enterrá-lo. Ao retirar os objetos do bolso de seu filho morto viu um pedaço de papel onde ele havia escrito um hino. Surgiu assim a lenda que se transformou em realidade. Hoje esse hino é conhecido como o “Toque do Silêncio”.

                      Nunca me foi estranho. O toquei diversas vezes no exército onde servi e muitas outras vezes em acampamentos que fiz neste mundão de Deus. O toquei algumas vezes na partida de alguém que foi se juntar ao criador. Toque triste, não era o que eu gostava de tocar. No acampamento sim. Tocava sorrido. Ao terminar gostava de olhar a noite escura. Olhar para o céu estrelado. Olhar as barracas onde dormiam os Escoteiros, onde ao terminar de um dia, onde a fogueira apagou, onde as brasas adormecidas se escondiam em cinzas deixando aqui e ali algumas centelhas que subiam aos céus e tentavam os moleques vagalumes e pirilampos que se divertiam na orla da floresta. Gostava disto. Amava mesmo o Toque do Silêncio. Sabia que a noite seria longa, que sonhos mil iriam habitar a mente da escoteirada que dormia. Hora de ir dormir. Meu clarim guardava com orgulho. Sabia que na manhã seguinte, quando o sol despontasse no horizonte eu iria usá-lo novamente. O Toque da Alvorada.

                 Mesmo com sono, sentava na porta da barraca. A pequena fogueira era acesa. Nas brasas um bule de café esquentando. Uma  batata doce ou uma banana nas brasas no meio do fogo. De uma ou outra barraca saia um noctívago. Eram velhos amigos que sempre participavam desta deliciosa conversa ao pé do fogo. Eles sabiam que ali iriam surgir piadas, contos e causos, alguém iria trazer um violão e iriam surgir canções deliciosas e muito mais. Um amor que só os Escoteiros sabem ter um pelos outros. Algumas vezes, perdidos e vindos do meio da floresta, um tatu bola aparecia espantado, uma coruja buraqueira a nos olhar curiosa e até mesmo um antigo amigo um Lobo Guará mais conhecido como O “Anjo Amarelo” esperava seu quinhão de carne que sempre lhe dei. Coisas de um Velho corneteiro.

               Hoje não toco mais, tocar onde e como? Dizem os Grandes Chefes que isto não se faz. É para os militares. Adoro ser Escoteiro, adoro meu clarim que tanto toquei e que hoje não posso mais tocar. Eu os perdoo estes pobres velhos lobos que não sabem o que dizem. Sei que eles nunca passaram por isto. Não sabem como é lindo um toque de um clarim no seio de uma floresta, em uma noite escura com ou sem luar, estrelas cintilantes como a aplaudir, o som se espalhando pela mata, um silêncio respeitoso dos animais e da passarada e sentir aos poucos o sorriso da madrugada a chegar.

“O espírito da Coruja mora neste acampamento”!


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Escoteiro Chefe do Brasil!


Conversa ao pé do fogo.
Escoteiro Chefe do Brasil!

                 Lord Vado, estamos a sua disposição. O Presidente Temer vai receber o senhor hoje à tarde. Temos um jato da força aérea brasileira a sua disposição na Base Aérea em Congonhas. O Presidente pede se possível ir com seu uniforme caqui e o chapelão. Ele adora o garbo e boa ordem nas pessoas e acha que os escoteiros são mestres no exemplo! Olhei espantado de novo para o Oficial da Aeronáutica muito bem uniformizado, garboso que falava comigo. - Deve haver algum engano amigo. Eu não sou Lord e nem recebi nenhum convite da Presidente. E afinal ele ainda não viu a nova vestimenta! Aí quem sabe mudaria de ideia! Quá! Sem ofensas. – Olhei para ele e pensei: - Será que isto não é coisa do Aécio? Do Ministro Gilmar Mendes? - Coronel! O senhor pode me dizer o que ele quer comigo? - Lord Vado, o Presidente precisa de alguém para ficar ao seu lado e lhe dar conselhos, falaram para ele que aqui no Facebook o senhor vive dando conselhos e ninguém o escuta. É disso que ele precisa! Ele cansou de dizerem “Fora Temer” – Maldição deve ser coisa do Renan. O danado agora quer por fogo na republica custe o que custar!

                  O Coronel continuou – O Ministro Edson Fachin quer que o senhor sirva de exemplo. Quer mostrar para o Brasil como um aposentado vive duro, sem dinheiro, sem Money, sem tostão, sem cartão de crédito, sem talão de cheques e ele sabe que os bancos só querem ver o senhor para cobrar o que deve. – Mas quem diabos arrumou este Lord? Porque me chamam assim? – O Coronel riu. – Olhe Lord Vado, a verdade é que circula por aí que a UEB vai ter agora um Escoteiro Chefe. Tem aquele novato do CAN que foi eleito presidente e acha que tudo vai ser mais transparente. Dizem que vai imitar o Maduro e botar fogo no escotismo nacional. O Temer só quer dar uma arrumada nas contas. Depois pode ir até prestar contas ao Moro em Curitiba. Quem sabe lá fica mais perto da escoteirada já que o senhor vai ser o futuro Escoteiro Chefe.  – Cacilda! – Onde amarrei minha égua? O que diria Baden-Powell que deu um duro danado nas forças militares inglesas, que foi herói na guerra do Transvaal, que foi aclamado o rei de Mafeking e suou para conseguir o título de Lord?

                 Conversei com a Célia e perguntei se ela não queria ir. Ela riu e disse que não. Programa de índio marido. Nem mesmo se o PT ou a CUT pagasse sua estadia como faz sempre com os que vivem fazendo manifestações e não sabem que enchem o saco! Tudo bem, vamos lá vamos enfrentar a turma do Fora Temer. Vesti o meu uniforme com garbo, tem gente que não gosta do tal de garbo, mas eu sou garboso prá chuchu. O avião saiu chispado de Congonhas. Antes de embarcar diversos oficiais da aeronáutica vieram me dar os pêsames. Pêsames? Por quê? Perguntou. – Um deles riu e disse – Lord Vado eu não queria estar na sua pele. Fiquei sabendo que o Lula vai lhe esperar no aeroporto com uma bandeira da CUT. Minha Nossa Senhora! Desta vez estou frito. Não sou muito simpático ao barbudo, e até tentei me aproximar do filho dele, mas enricou com a tal de consultoria para empresas e não quer mais saber dos escoteiros. O negocio dele agora é com a Odebrecht.

                 Chegamos a Brasília. Uma limusine a minha espera e oito batedores do exército. Estava bem acompanhado. Já fui um soberbo soldado da nação. Saudoso corneteiro das noites enluaradas a tocar alvorada e o silencio. Na porta do Palácio do Catete, Ops! Desculpe é que achei que iam me descer o cacete, fiz trocadilho o certo era o palácio do Planalto. Na rampa o presidente Michel, a Ministra Carmem Lucia e o presidente da Câmara Rodrigo Maia. Amarrado na grade os irmãos Joesley e Wesley da JBS junto ao Renan. – Lord Vado, chegou na hora do fuzilamento. – O que? Eu não vim aqui para isto! Soltem todos! Gritei. Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros. – O Lula com a turma da CUT na explanada gritava: Põe fogo no Palácio. Fora Temer. Fora todo mundo e eu para Presidente do Brasil!

                   Olhei na esplanada e não vi nenhum Escoteiro. – Presidente, não convidou os escoteiros? Não Lord Vado, o senhor sabe se convidar a UEB iria querer cobrar uma taxa e sua porcentagem é alta. Deixaram os pobres amarrados e me levaram para uma sala. Achei que seria de reunião, mas não era. Tinha grade. Dois guardas na porta. Logo chegou o Ministro Gilmar Mendes com aquela cara que todo mundo conhece e aquela conversa de sabe tudo das leis do Brasil. – Lord Vado, ele disse – Tenho ordens da Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministra Carmem Lúcia que em sessão solene mandou trancafiá-lo por vinte anos e acusá-lo de tentar atrapalhar a Operação Lava Jato! – Putz Grila! Fui traído? Eu sabia que a UEB tem uma força enorme, sei que não ganha uma quando tenta emplacar chefes ou dirigentes escoteiros da outra organização, mas agora eu estava pagando o pato! Comecei a gritar, a esbravejar, a urrar e pular feito onça enfezada!


                       Marido! Marido! Acorda! Tem de parar com estes pesadelos. Dê um tempo no Facebook. Você se mete em tanta discussão e confusão, e mesmo não concordando com o que dizem do garbo e boa ordem fique na sua! Vamos lá, levante e me ajude a pensar onde iremos arrumar uns tostões para completar o valor do gás que subiu! Ulalá! Escapei de boa. Calma Celia, tenho uma ideia genial para enricar, basta conseguir uma banana de dinamite ou fazer amizade com o Joesley Batista, da JBS, aí sim estou cheio da grana. Kkkk.


nota: - Verdade ou mentira o melhor é me calar. Dizem que quem fala muito dá bom dia a cavalo. Só não sei se o cavalo responde. Paciência. Sou um linguarudo, um Velho chato de galocha e Escoteiro por natureza. Mas quem não gostaria de estar em meu lugar? – Não me levem a sério. Apenas me divertindo, se não gostarem reclame com o lula, ele é quem gosta disto. Kkkk. 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Frases de Baden-Powell.


Frases de Baden-Powell.
(liberado e aberto para cópias ou compartilhamento).

A história de Baden Powell é conhecida por todos nós que labutamos com alegria no Movimento Escoteiro. Lord Robert Baden-Powell of Giwell (1857 – 1941) foi um soldado condecorado, talentoso artista, ator e livre pensador. Em sua carreira militar, tanto em Mafeking quanto em outras frentes de batalha B-P. como era chamado teve sua gloria quando foi reconhecido como o fundador do Escotismo.  Seu livro Escotismo Para Rapazes foi e é um dos mais vendidos do mundo considerado como a Bíblia do escotismo. B.P. recebeu o título de Sir e Lord uma das mais altas comendas da Inglaterra. Para nós que o amamos, ele é nosso Escoteiro Chefe Mundial. Impisa o lobo que nunca dorme estará para sempre no coração de todos os escoteiros do mundo.

Algumas de suas frases que ficarão para a posteridade:

- Um sorriso é a chave secreta que abre muitos corações. Nenhum homem pode ser chamado de educado, se não tem uma vontade, um desejo e uma habilidade treinada para fazer a sua parte no trabalho do mundo.
- Nosso método de treinamento é o de educar a partir de dentro, em vez de instruir a partir do exterior, oferecendo jogos e atividades também atraentes para o rapaz. Educação moral, mental e física.
- “Sem Chutar o IM sílaba da palavra impossível, ninguém terá a certeza de sucesso.”.
- "O acampamento é de longe a melhor escola para dar aos jovens as qualidades de caráter.”.
- “O homem não é apenas um plano, e a vida uma espécie de barco que todo mundo tem que levar a bom termo.”.
- "Montanhismo desenvolve o espírito de solidariedade e de equipe, permitindo que se encontre a si mesmo.”.
- "A criança não aprende o que os anciãos dizem, mas o que eles fazem.”.
- "Nunca falhe tentando cumprir o dever, e sim quando negligenciadas".
- “A felicidade não é alcançada por sessão para obter combates, ou esperaria como um caçador de verdade”.
- "A melhor maneira de superar as dificuldades é atacá-los com um grande sorriso".
- "A felicidade está baseada em dois pilares: a vida como um jogo, e generoso amor aos outros".
- "A religião é algo muito simples: em primeiro lugar, amar e servir a Deus, segundo amar e servir aos outros".
- "O caminho para alcançar a felicidade é fazer os outros felizes.”.
- "Os homens se tornam cavaleiros pelo contato com a natureza.”.
- "Escoteiros aprendem a se fortalecer ao ar livre. Como exploradores, realizam os seus próprios trabalhos e 'Remam sua própria canoa.”.
- "Enquanto você viver neste mundo, tente fazer algo de bom que pode permanecer após a sua morte.”.
- "Não se contentar com o que, mas consegue descobrir o porquê e como.”.
- "Nosso método de treinamento é o de educar a partir de dentro, em vez de instruir a partir do exterior, oferecendo jogos e atividades também atraentes para o rapaz. Educação moral, mental e física”.
- "Planeje seu trabalho e, em seguida, trabalhe em seu plano.”.
- "Se a vida sempre fosse fácil, seria insípida.”.
- "Se você tem o hábito de levar as coisas com alegria, raramente se encontrará em circunstâncias difíceis.”.
- “Preocupa-me “é a tela atrás da quais covardes sempre se escondem para não mostrar sua falta de cavalheirismo.”“.
- "Nunca Um homem que nunca cometeu erros fez nada.”.
- "Uma dificuldade deixa de ser, logo que você sorrir para ela e a enfrente.”.
- "Um sorriso é a chave secreta que abre muitos corações.”.
- "Um par de olhos são treinados são tão bons quanto dizias deles destreinado.”.
- "Um escoteiro deve fazer uma boa ação para os outros, cortesia e boa ação e não vai aceitar uma recompensa.”.
- "Olhe para o lado positivo das coisas e não é mau.”.
- "O escoteiro sempre deixa o mundo melhor do que encontrou"
- "As ligas são bem tratados entre os políticos. Mas não pode fazer a paz a menos que as próprias pessoas que querem fazer o façam. Devemos tentar incutir na geração seguinte, o espírito de camaradagem, amizade e fraternidade, que é à base da verdade para a paz mundial”.
- Na vida você tem que aprender a não temer a morte.
- É importante ser bom, mas o mais importante é fazer o bem.
- Nenhum homem pode ser chamado de educado, se não tem uma vontade, um desejo e uma habilidade treinada para fazer a sua parte no trabalho do mundo.
- Se você vive para servir não serve para viver.
- "O Escoteiro sorri e canta para as dificuldades"
- "Creio que Deus nos colocou neste mundo para sermos felizes e apreciarmos a vida. Mas a melhor maneira de fazer isso é fazer os outros felizes.”.
- "O teste da educação bem-sucedida não é o que uma criança sabe, com base após exames escolares, mas o que você estará fazendo dez anos depois".
- "Os homens se tornam cavalheiros pelo contato com a natureza.”.
- "Os escoteiros aprendem a se fortalecer ao ar livre. Como exploradores, realizam os seus próprios fardos e 'Remam sua própria canoa.”.
- "Enquanto você viver neste mundo, tente fazer algo de bom que pode permanecer após a sua morte.”.
- "Não se contentar com o que, mas consegue descobrir o porquê e como.”.
- "Nosso método de treinamento é o de educar a partir de dentro, em vez de instruir a partir do exterior, oferecendo jogos e atividades também atraentes para o rapaz. Isto seria educar moral, mental e fisicamente”.
- "Planeje seu trabalho e, em seguida, trabalhar em seu plano.”.
- “Se a vida sempre fosse fácil, seria insípida.”.
- "Se você tem o hábito de levar as coisas com alegria, raramente se encontrará em circunstâncias difíceis.”.
- “A palavra "Preocupa-me" é a tela atrás da quais covardes se escondem atrás de sua falta de cavalheirismo.”.
- "Um homem que nunca cometeu erros nunca fez nada.”.
- "Um escoteiro deve fazer uma boa ação para os outros, cortesia e não vai aceitar uma recompensa.”.
- "Olhe para o lado positivo das coisas e não é mau.”.

- finalmente repetindo o que Baden-Powell sempre dizia - “O teste da educação bem sucedida não é o que uma criança sabe, com base após exames escolares, mas o que ela estará fazendo dez anos depois”. - Portanto no escotismo seria o mesmo. Só podemos saber se deu certo após muitos anos de aplicação do método escoteiro.










sexta-feira, 9 de junho de 2017

Os melhores momentos do escotismo


Vasculhando o passado.

Hoje tirei um tempo para vasculhar meus escritos de muitos anos passados. Me diverti muito principalmente com aqueles que escrevi sobre tudo menos escotismo. Quem sabe um dia publico. Encontrei este, parece que foi um amigo que me enviou. Achei interessante. Não sei se você também teria algum a acrescentar se tiver fique a vontade. Afinal quem não tem bons momentos no escotismo?

Os melhores momentos no escotismo são:

- Sua promessa;
- Obter a sua insígnia máxima;
- Cantar em uma fogueira;
- Portar com muito orgulho o seu uniforme, e, sobretudo o seu lenço;
- Fazer atividade debaixo de chuva;
- Montar acampamento depois de uma longa caminhada;
- Fazer amigos;
- Poder ajudar a todos, estando Sempre Alerta;
- Contar piadas, mesmo que já tenham sido contadas em diversos outros acampamentos;
- Deitar na relva para apreciar as estrelas;
- Levar um amigo para ser escoteiro;
- Levantar cedo para ver o nascer do sol em uma montanha.
- Contar histórias nas noites de uma conversa ao pé do fogo.
- Rir de seus próprios tombos e escorregões na lama;
- Ensinar algo aos escoteiros menores;
- Fazer bons trabalhos e estar satisfeito;
- Cantar com braços entrelaçados ao final de grandes eventos;
- Aproveitar o aniversário do seu Grupo como se fosse o seu próprio;
- Tomar um longo banho ao retornar de um acampamento;
- Saber o que fazer para socorrer quem necessita;
- Esquentar-se com os companheiros quando faz frio nas atividades;
- Escutar o eco do nosso Sempre Alerta;
- Reconhecer a obra de Deus convivendo na natureza;
- Sentir que não está sozinho;
- Saber bem o que significa: "Irmão Escoteiro";
- Não ter vergonha em chorar nas cerimônias;
- Dar o grito de sua patrulha;
- Compartilhar o que você tem;
- Se perder numa mata e saber como encontrar o caminho de volta;
- Ver que seu velho uniforme já não lhe cabe muito bem;
- Comer arroz queimado com bife tostado e macarrão por anos como cardápio principal;
- Servir sem esperar retorno;
- Pensar que envelhecerá e seguirá sendo escoteiro;
- Ter amigos de lugares muito distantes, e ainda que saiba que nunca poderá encontrá-los novamente, lembrar-se deles com muito carinho;
- Relembrar de um último abraço como o primeiro de uma grande amizade...

e
- Compartilhar este e-mail com um amigo Escoteiro.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Crônica de um Velho Escoteiro. Tempo “bão” tempos que não voltam mais.


Crônica de um Velho Escoteiro.
Tempo “bão” tempos que não voltam mais.

Prefácio: Resolvi fazer uma crônica uma pequena crônica como uma homenagem aos Antigos Escoteiros. Temos muitos deles aqui. Sempre lendo e comentando lembrando com saudades seus velhos tempos. Isto é uma forma de resistir à passagem do tempo. Como escreveu Mário Quintana, o tempo é um ponto de vista. Velho é quem é um dia mais Velho que a gente...

                    - Ouve um tempo que foi há tanto tempo que nem sei se esse tempo ainda pode de novo voltar... Nem que seja em saudades, em pensamentos, em vontades daquela que faz a gente sonhar, tremer, tempo que a gente lembra e vive a se orgulhar. Tempo “bão” de bastão a caminhar, bandeirolas soltas no ar. Chapelão do sol do quente do poente de tudo que ele guardava a chuva, na caminhada, patrulha danada que saia por aí a acampar. Tempo de ver tanta gente, olhando a gente sorridente, a dizer baixinho com orgulho a que ao seu lado estava: - É escoteiro, valente caminheiro que vão mudar a nação. Traz no peito o orgulho de um brasileiro sonhador, que acredita no futuro um futuro promissor. Tempo, por favor, traga de novo ao vivo o tempo que eu vivo a sonhar...

                      Patrulha sedenta por descobrir uma trilha verde jeitosa, de encontrar uma árvore frondosa e sem discutir ou falar, todos iam se sentar! Respirar a natureza em toda sua realeza olhar ao redor e pensar: - Terra bonita, terra do boi valente, da onça que aparece de repente, do Pica Pau espantado, olhando por todo lado, a patrulha que parou, parou na sombra da árvore, naquela tão bela tarde um suspiro para voltar a caminhar. Quem já viu uma patrulha, andando pela colina, correndo pelas campinas, nas costas mochilas encantadas e tudo ali eram levadas, para uma refeição, um bom café mateiro, coisa de bom Escoteiro? Tempo da descoberta, do rio para pular, da jangada tão perfeita que nas águas tão travessas era um vai e vem para atravessar.

                         Tempo do feijão na brasa, da carne no carretel, do sal do sarapatel, do olhar do cozinheiro, ao lado os escoteiros, esperando a boia terminar. Sons gostosos de quem ouviu o bater nos pratos como a dizer; - Turma amiga da onça é hora de encher a pança; e cantar que hoje a boia é boa, tem arroz queimado, o feijão está bichado e a carne estragada. Sorrisos em profusão, mas tudo sendo consumido, na panela de feijão e o arroz cozido, faziam sorrir valentões. E a noite escurecendo, o tempo que foi passando, hora dos ventos noturnos, hora de limpar o coturno, hora de um belo jantar. Jantar feito na moita, bebendo uma bela sopa de tomate, ou de abacate você já viu? “Bão” demais meu amigo. Coisa de bons mateiros, valentes escoteiros na clareira da floresta, pois esta noite vai ter festa.

                           Apenas uma patrulha? Podem ser uma duas ou três não importa. O Chefe confiava, na turma acreditava que tudo ia nos conformes, nada daria errado. Monitor um companheiro, um bom líder Escoteiro, a contar causos sem fim. Sempre tinha o gaiteiro, nas estradas nos atoleiros ele tocava: - £ “Em uma montanha bem perto do céu, existe uma lagoa azul”. E a gente acompanhava todo mundo só cantava lembrando a família que muito longe ficou. Mamãe papai cofiava. Sabia que só valentes escoteiros de repente iriam um dia ser homem honrado, com todo mundo apalavrado, orgulho de uma era, que nunca mais irá voltar. Hã chapéu que representava, por onde a gente passava, ali estão os escoteiros do Brasil.

                            Será que ainda verei mochileiros escoteiros, correndo por aí nas montanhas, acampando em vales enormes, dormindo sob o céu estrelado fazendo um escotismo gostoso, onde o Chefe confia e deixa acontecer? Será que verei no horizonte, bandeiras do Brasil tremulando, nas mãos de um Escoteiro de hoje, altaneiro viageiro, mostrando a sua raça, deixando a vida sem graça do moderno que nada tem? Ainda fico pensando onde anda os patrulheiros, que dão a vida pela patrulha, que seguram o seu bastão como se fosse sua alma seu coração? Quem sabe eles trarão as respostas, quando os chefes acreditarem que o escotismo deles e de mais ninguém. Quem sabe seguirão o líder, que um dia disse na Jângal: “Quem ao crepúsculo já sentiu o cheiro da fumaça de lenha”? Quem já ouviu o crepitar do lenho ardendo? Quem é rápido em entender os ruídos da noite. E lá foi o vento levando o tempo que ninguém esquece ao lembrar...


                                  Se isto acontecer irei para a terra dos meus ancestrais sorrindo, já pensei em deixar de sonhar, mas isto não pode acontecer. Quero ainda ver os novos remanescentes, fazendo com que de repente, nem que seja de improviso, aquele belo escotismo, que um dia irão orgulhar. Sei que o chapéu é ultrapassado, que mesmo não sendo amado pode trazer o calor, de sentar em volta do fogo, uma chaleira fumacenta, um café brasileiro esquenta um papo aqui outro ali, menino vai ser bom demais. Sei que é difícil de ver, afinal sou Velho ultrapassado o meu escotismo sonhado já deixou de existir. Mas me provem que um dia poderei ver e lá eles partirão sorrindo nas trilhas, sem ter a sua chefia para tudo atrapalhar. Mostrem que não há tempo, seja em qualquer momento existem bons escoteiros, com seu monitor gritante avante, patrulhas! Sigam-me, pois agora é nossa hora, partiremos sem demora ao nosso acampamento final.


Uma pequena crônica feita para os antigos escoteiros lembrar que tudo foi bom mesmo que a saudade aperta que a vontade de voltar seja grande demais para acontecer. Lembra-me B-P dizendo: Antigo Escoteiro arregace as mangas e tome iniciativa, olhe longe e depois olhe ainda mais longe... Não importa sua idade, e, por favor, não viva de saudades. Pé na taboa meu amigo, parta com um sorriso e vá em um grupo acampar!