Historias e estorias que não foram contadas

Historias e estorias que não foram contadas
uma foto, de um passado distante

domingo, 19 de junho de 2016

Acampamentos de Gilwell

Acampamento de Gilwell.

Até mais meus amigos, estou indo acampar. Isto mesmo. Na moda de Gilwell pois os demais não são acampamentos escoteiros são campings e é até divertido, mas deixa muita coisa a desejar. Veja e me diga se estou certo ou não.




Acampar? Hora de discutir, preparar e depois deixar o vento nos levar...



  
Chegar na sede, turma sorrindo, e aí escoteirada, vamos partir? Sinto faltar do ar do campo, das árvores, vamos horar e partir, o acampamento está ali a nos esperar.





A trilha é esta, a selva é esta, SSE azimute, mapa e bússola. Logo vamos chegar. Bom demais acampar.





Vamos seguir o Sol, seja no nascente ou no poente, se ele nos levar para longe da civilização melhor.




Se a noite precisarmos bivacar, Escoteiro não se aperta, um tropeiro, um torresmo, ou uma sopa quente vem a calhar.




Se a trilha acabar, porque não escalar? Estique a corda Escoteiro, segura aí e fica ligeiro, pois a patrulha vai subir até a outra trilha achar.



Ei você, aqui é nosso campo de patrulha. Quer visitar? Temos café, bolinhos e a melodia dos pássaros para cantar para você.



Sente-se aqui, é nossa mesa, hoje tem arroz queimado, feijão com folhas secas, tem bife grelhado bem torrado. Mas vai gostar tenho certeza.




Acampar... Excursionar... Não tem nada melhor. Ah! Gilwell, seu acampamento é de mais. Um apito? Dois? Três? O Chefe vem aí para uma inspeção fazer. E sua vez? Quando vai chegar? Não fique nos sonhos, venha conosco acampar!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Totens e nomes de patrulha.


Conversa ao pé do fogo.
Totens e nomes de patrulha.

Baden Powell dizia que cada Patrulha num Grupo deveria ter o nome de um animal e que era bom critério escolher apenas animais e aves que se possam encontrar na região. Baden Powell achava também que "Cada escoteiro deve saber desenhar sumariamente o animal da patrulha e servir-se do desenho como assinatura." Baden-Powell fez os desenhos de muitos animais que escolheu para um possivel patrulha. Isto não significa que quando da constituição de uma patrulha seja discutido entre seus membros um nome diferente ao aqui sugerido. A foto que acompanha exemplifica o que B-P pensava.

"Totem" é uma palavra dos índios algonquinos. Designa, simplesmente, o "Brasão" ou as "Armas" de uma família. O "Brasão" era pintado ou cravado na maioria dos objetos usados pelo proprietário. As famílias dos índios americanos mandavam esculpir os seus Totens, quando podiam. Geralmente, eram altos pilares ou postes, e em geral, era um cedro admiravelmente trabalhado. O "Brasão" ficava no alto do poste e, em geral, era um animal selvagem, ave ou peixe. Os índios tinham-no como talismã e acreditavam que velava por eles e os protegia.

 É em relação ao totem que as coisas são classificadas em sagradas ou profanas dentro da coletividade. Henry Schoolcraft, ao analisar os totens tribais da América do Norte, disse: "o totem é, na verdade, um desenho que corresponde aos emblemas heráldicos das nações civilizadas e que cada pessoa é autorizada a portar como prova da identidade da família à qual pertence. É o que demonstra a etimologia verdadeira da palavra, derivada de 'dodaim', que significa aldeia ou residência de um grupo familiar".

Cores e sugestões de animais ou pássaros para escolha de uma patrulha.

Jacaré verde e caqui. Antílope azul escuro e branco - Texugo lilás e branco – Morcego azul claro e preto – Urso Castanho e preto – Garça cinzento – Hipopótamo rosa e preto – Cavalo preto e branco – Cão alaranjado – Hiena amarelo e branco – Castor azul e amarelo – Alcaravão cinzento e preto – Melro preto e caqui – Búfalo vermelho e branco – Touro vermelho – Chacal cinzento e preto – Canguru vermelho e cinzento – Francelho azul escuro e verde – Guarda Rios azul de alcião – Leão amarelo e vermelho – Cão de Fila azul claro e castanho – Tetraz castanho e cinzento – Gato cinzento e castanho – Gralha preto e vermelho – Cobra Capelo alaranjado e preto – Esmerilhão azul escuro e castanho – Mangusto azul escuro e alaranjado – Noitibó preto e amarelo – Lontra castanho e branco – Mocho azul – Galo vermelho e castanho – Corvo Marinho Preto e cinzento – Galeirão purpura e cinzento – Cuco cinzento – Maçarico verde – Pantera amarelo – Pavão verde e azul – Pavoncino verde e branco – Pelicano cinzento e roxo.

- Andorinha branco e alaranjado – Rola cinzento e branco – Águia verde e preto – Elefante púrpura e branco – Falcão castanho e alaranjado – Raposa verde – Faisão castanho e amarelo – Tadoma castanho e cinzento – Papagaio do mar cinzento e amarelo – Quati preto e castanho – Carneiro castanho – Ganso Patola amarelo e azul escuro – Cerceta castanho e verde – Tarambola Dourada alaranjado e cinzento – Lagópode castanho claro e escuro – Açor cor de rosa – Cobra Cascavel cor de rosa e branco – Corvo preto – Rinocerante azul escuro e alaranjado – Gaivota azul claro e escarlate – Foca vermelho e preto – Squa azul escuro e caqui – Narceja azul escuro e escarlate – Gazela escarlate e amarelo – Esquilo cinzento e vermelho escuro – Veado roxo e preto – Estorninho preto e amarelo – Cartaxo castanho e preto – Cegonha azul e branco – Petrel azul escuro e cinzento – Cisne cinzento e vermelho – Andorinhão azul escuro – Tigre roxo – Morsa branco e caqui – Noitibó Americano amarelo e castanho – Pato Marreco caqui – Javali cinzento e cor de rosa – Lobo amarelo e preto – Galinhola castanho e lilás – Pica pau verde e roxo – Pombo Bravo azul e cinzento.

Sugere-se que quando do inicio de uma patrulha, a escolha do seu totem e nome deve ser de comum acordo com todos os patrulheiros. Uma escolha é para sempre. Nunca se deve alterar ou mudar só porque uma nova patrulha anos depois achou melhor escolher outro animal ou pássaro. Afinal aquele totem tem muitas histórias para contar e muitos jovens tiveram a honra de segurá-lo ao dar o grito e ali depositaram sua confiança na patrulha e nos amigos que juntos estavam na patrulha.


Nota-se que B-P fez questão de colocar nomes da fauna de muitos países que adotaram o movimento Escoteiro.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Manual das Redes Sociais da UEB. “O grande Irmão”.


Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Manual das Redes Sociais da UEB.
“O grande Irmão”.

("Grande Irmão", tradução literal de "Big Brother" no original, que na verdade significa "Irmão Mais Velho", em linguagem coloquial inglesa, é um personagem fictício no romance 1984 de George Orwell um dos seus romances mais famoso. 1984 o titulo desencadeia uma avalanche de associações mentais- Comunismo policia politica, nazi fascismo etc. O livro ganhou fama por tratar de forma ficcional de uma das grandes mazelas contemporâneas, o totalitarismo).

                      A União dos Escoteiros do Brasil acaba de Publicar o seu Manual das Redes Sociais. Seu tópico comenta que se trata de um livro desenvolvido no estilo de Facebook, e no documento orientador de Redes Sociais do Corpo Nacional de Escutas. Comenta a força das redes sociais de suas publicações, da responsabilidade de quem administra o perfil ou pagina assim como cada um deve proceder quando escrever temas e claro inclui aí o escotismo. Sugere como devemos escrever evitando com isto risco para o Escoteiro e a própria instituição. Tenta a seu modo orientar e ensina o uso de terminologias (ex. em lugar de patrulha ou Tropa usar equipe ou grupo). Explica quantas publicações devem ser postadas por dia. Ensina também como deve ser manuseada uma Fanpage, o Tuwister e o You Tube. Diz que em momento algum devem ser publicadas informações ou fotos privadas em páginas oficiais da UEB.

                       Bem não quero estender tudo que os lideres escreveram orientaram e até mesmo decidiram como sempre sem perguntar a ninguém. Tornam-se como fazem habitualmente os únicos a decidir por adultos ou até escoteiros com eles devem proceder dentro das normas da associação e agora nas redes sociais. Aos meus amigos e leitores quero deixar bem claro que não tenho registro na UEB. Não falo em nome dela e meus escritos são baseados no que acredito na metodologia de Baden-Powell e na minha vivencia escoteira. Não pertenço a nenhuma associação escoteira no Brasil. Meu primeiro distintivo de promessa foi feito por uma bordadeira já que não tínhamos condições de comprar e somente três anos depois o Chefe me colocou o usual da UEB. Fiz uma promessa de lobo em 1947 e outra como Escoteiro em 1950. Nunca mais renovei por achar que a promessa é uma só e seria um paradoxo renovar como se a primeira tivesse sido esquecida. Por muitos anos me mantive registrado na UEB até quando achei melhor não o fazer mais.

                       Eu não tenho simpatia por alguns lideres que transformaram a UEB em um feudo de poucos e em algum parecido ao livro de George Orwell O Grande Irmão. Não vou entrar em detalhes, mas uma associação que não dá possibilidade a ninguém de opinar, ser consultado, não poder votar e ser votado e praticando um escotismo sem transparência mudando e dando a todos o que decidiram entre quatro paredes como se todos fossem obrigados a aceitar em nome da disciplina escoteira não posso nunca concordar com tais atos. No seu manual a UEB alerta para noticias que denigrem a imagem do movimento, postagem que não tem respaldo no seu programa e seus métodos de ação. Não discordo do manual. Ele é prático em muitas coisas. Ensina muito como fazer uma boa postagem e como escrever. Chega ao ponto de comentar erros gramaticais e que isto não pode ser tolerado para o bem geral do escotismo. Até mesmo aconselho a todos copiarem e ler.

                        Portanto meus amigos como hoje estamos tendo uma caça às bruxas no escotismo, com Regiões levando dezenas ao Conselho de Ética, com desmando por parte de alguns, ao ponto de chefes expulsarem ou tentar expulsar jovens cujos pais perderam o emprego, e com tantas admoestações, ameaças advertências, censuras, insinuações, arrogâncias e sede de poder por parte de muitos, qualquer semelhança ao livro do Orwell não é mera coincidência. A UEB é uma grande ideia surgida há tempos e poderia hoje ser aprimorada. Infelizmente isto não acontece. Lembro-me de um pensador e Escritor inglês que comentou em seu livro Admirável Mundo novo: - Uma organização não é consciente nem viva. Seu valor é instrumental e derivado. Não é boa em si. É boa apenas na medida em que promoveu o bem dos indivíduos que são partes do todo. Dar primazia as organizações sobre as pessoas é subordinar os fins aos meios. Tudo estaria a salvo se todos fossem capaz de ler e emitir toda espécie de opinião, se pela palavra escrita ou pelo voto, os homens pudessem eleger um legislativo que representasse as opiniões que tivessem adotado.

              Assim meus amigos e amigas que me acompanham nas minhas páginas, grupos, Fanpage e blogs, se acham que podem sofrer amanhã admoestações ou mesmo suspensão, sugiro que não leiam mais minhas publicações ou evitem curtirem opinarem ou mesmo compartilhar. Eu mesmo não sei até quando poderei publicar sem que através dos meios que a UEB dispõe o Facebook me proíba ou mesmo cancele o que ainda me resta para dizer o que penso, o que acredito e o que desejo para o Escotismo no Brasil.

Obrigado e um abraço fraternal.

Chefe Osvaldo

terça-feira, 7 de junho de 2016

Eu sou um Escoteiro a moda antiga...


Crônicas de um Velho Chefe escoteiro.
Eu sou um Escoteiro a moda antiga...
(Plagiando um pouco Roberto Carlos)

♫Eu sou um Escoteiro a moda antiga,
Daquele que ainda manda flores;
Aquele que tem na mente o escotismo,
De saber que é um dos seus amores.

Se... Fazer mais de quarenta nós Escoteiros e de marinheiros, treinar a fazê-los de costas, olhos fechados, com uma só mão e até o nó de evasão, se seguir pistas à noite, nas madrugadas; se atravessar rios caudalosos numa jangada improvisada; pagar o que puder para um bom acampamento, não esquecer a noite enluarada, se ter orgulho de ser um primeira classe, ser o terceiro Escoteiro Escriba da Patrulha Lobo com orgulho; se viajar nos sonhos de BP como se fossem reais; se saber abraçar, sorrir, amar ao próximo e dar um sempre alerta gostoso; se tudo isto faz de mim um Escoteiro, então eu sou mesmo um Escoteiro a moda antiga.

♫Eu amo de montão acampamentos,
Que curte uma trilha de aventuras,
Olha apaixonado o céu de madrugada
Na fogueira abraçando a namorada.

Se... Ter orgulho de sua jornada de primeira classe, se nela leu mapas croquis da trilha do caminho, se fez um percurso de Gilwell como manda os mandamentos, se o azimute tirava de letra, se os pontos cardeais, colaterais e sub. colaterais sabia de olhos fechados, se dominava uma bússola silva ou uma prismática com perfeição; Se a distancia cobria sempre com seu passo Escoteiro; se medir distâncias, alturas se tirava de legra; se tirar o chapéu para cumprimentar uma linda Escoteira, se abrir portas, dar sempre preferencia a quem precisa, se saber se portar como um Escoteiro em festas e aniversários não sendo um boca suja sujar o que não é seu; se dirigir aos mais velhos com respeito falando sempre “Senhor”; Se respeitar a todos com educação mesmo o outro não tendo razão, se tudo isto faz de mim um Escoteiro, então eu sou mesmo a moda antiga um Escoteiro. 

♫Eu sou um tipo bem diferente,
Não existem mais em nossos dias:
Gosto de um abraço e um aperto de mão,
E dizer meu Sempre Alerta de montão.

Se... Tratar bem a todos e ser um cavalheiro; se da técnica escoteira fazer dela os seus penhores; se armou barracas nas mais lindas terras do Brasil; Se dormiu em lugares nunca antes imaginados; se gostar de respeito para ser respeitado, se pensar que o escotismo é dos jovens e não é meu nem seu; Se segue todas as regras de segurança; se aprendeu a ouvir e falar menos possivel; Se ensinou e deu alento aos seus monitores; se tem orgulho do seu uniforme seja qual for e o usa com respeito; se não é daqueles que vestem sempre na sede dando maus exemplos; Se sabes respeitar o tempo não perdendo tempo precioso; se tens orgulho de sua palavra de Escoteiro; se não abusa do horário dos outros chegando sempre na hora; se tudo isto faz de mim um Escoteiro, então eu sou mesmo a moda antiga um Escoteiro.

♫Diferente dos padrões modernos e atuais,
Sou do tipo cavalheiro, por isto sou Escoteiro.
Não me comparem com escoteiros intelectuais!

Se... Ser disciplinado sem ser um bajulador; se dar um boi e uma boiada pelas suas ideias e seus pensares; se der valor ao sistema de patrulhas; se afirmar que não há nada mais lindo que um bom acampamento; se aprendeu com orgulho a ser um bom Sinaleiro; Se sorrir nas dificuldades faz parte do seu destino; se aceitar os outros mesmo que pensem diferente de você; se no campo domina com maestria um machado, um facão respeitando a natureza; se amar um lampião a querosene nas noites mais escuras e frias; se gostas mesmo de uma refeição feita por um excelente cozinheiro de patrulha, se tudo isto faz de mim um Escoteiro, então eu sou mesmo a moda antiga um Escoteiro.  

♫Apesar da modernidade que apregoam,
Tantos conceitos e padrões atuais;
Sou do tipo que na verdade
Do passado ainda sente saudades.

- Se... Sonhar que um dia chegaremos ao milhão tão sonhado; se acabarmos com a evasão que assola nosso organização; se pensarmos que a trilha de BP é uma só; se aceitar opiniões ser transparente e democrático; Se em seu grupo evitar a palavra “meu” tudo meu! Se der valor ao que trabalha ao seu lado; Se sonhar que a UEB faça tudo isto sem exceção, que a ENIT não seja a dona de tudo e não dê satisfações; se o orgulho ferino de ser o melhor, da casta dos lords acabar e o velho amor Escoteiro voltar; se houver no coração de cada um mais humanidade Escoteira; se pensarmos que não devemos ter fronteiras intransponíveis pois somos todos irmãos; se tudo isto faz de um Escoteiro, então eu sou mesmo a moda antiga um Escoteiro!  

Eu sou mesmo um Escoteiro a moda antiga.
Que na fogueira adora uma cantiga,
E podem acreditar sou um amante aventureiro,
A moda antiga eu sou e serei sempre um Escoteiro.


Utopia? Sonhos mal sonhados? Impossível? Para mim isto não existe, quem sabe por que sou um Escoteiro a moda antiga! 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Passo Duplo – Passo Escoteiro – Percurso de Giwell. Para Chefes que estão iniciando.


Conversa ao pé do fogo.
Passo Duplo – Passo Escoteiro – Percurso de Giwell.
Para Chefes que estão iniciando.
Técnicas escoteiras, uma maneira de divertir aprendendo.

                                  Vejamos se você em sua Tropa Escoteira tem feito parabéns se não quem sabe pode sugerir aos seus monitores? Estou falando hoje de três itens que acho interessante para a prática mateira. Pratica mateira? Bem alguns podem achar que não. Estou falando do PASSO DUPLO, do PASSO ESCOTEIRO e do PERCURSO DE GIWELL. Teria outros para comentar, mas hoje fico nestes três. Quem sabe podemos voltar novamente com mais alguns, mas ficamos concentrados nestes. Sei que a maioria já fez uma ou várias vezes. Isto é bom. Uma tropa afiada e melhor ainda uma patrulha afiada vale por duas. É como seguir pistas. Eu dou belas gargalhadas quando BP escreveu sobre pistas. Dizia ele: - Uma vez, uma menina inglesa me desafiou na interpretação de pistas. – A filha do Lorde Meath, um dia no jardim, descobrindo pista no chão perguntou-me que pistas eram. – Respondi: “Do gato comum” – E ela: - De que cor era o gato?”– Olhei no chão e nos galhos das árvores vizinhas. Não havia nenhum sinal. Então ela rindo me respondeu: - “O gato era de cor morena clara”. Perguntei-lhe: - Como você sabe? E ela com a maior inocência do mundo: - “Eu vi o gato passar”...!”.

                             Sei que estes três itens parecem à primeira vista muito fáceis. Mas vejamos – Como saber se um Escoteiro ou Escoteira estão preparados? Fazer uma vez só não adianta. O Passo Escoteiro são 40 andando e 40 correndo. Não é uma corrida de campeões. Para que serve? Para treinar o jovem nas caminhadas principalmente se houver uma necessidade de chegar a determinada hora em um local ou mesmo em uma emergência. Quantos na tropa estão preparados? Treinar é fácil. Na sede isto pode ser feito, mas uma reunião feita fora da sede melhor ainda. Que não seja em ruas movimentadas. O treino é individual. Não adianta mandar uma patrulha treinar se não for individualmente. Quem sabe depois de exaustivamente treinado (pelo menos dois quilômetros) aí então a patrulha entra em ação em conjunto. O treino deve ser bem explicado ao Escoteiro através do seu monitor. Manter a respiração uniforme, andar normalmente, correr calmamente sem muita pressa. Conseguiu percorrer os quilômetros sem se cansar? Ótimo. Estão preparados? Mas não esqueça, dentro de um ou dois meses repetir a dose.

             Vejamos agora o passo duplo. Para que serve? Para o Escoteiro aprender a medir distancias. Fácil. Na sede marque com uma trena duzentos metros ou menos não importa desde que seja acima de cem. O Escoteiro (a) deve aprender quantos passos duplos ele percorre em cem metros. Passo duplo significa dois passos valendo por um. Não é uma corrida de obstáculos. Deve se andar normalmente ou caminhar. Melhor ainda com uma mochila como se estivesse indo acampar. Ele anda os duzentos metros contando seus passos duplos. Ao final ele divide por dois e sabe quantos passos seus é necessário para caminhar cem metros. Isto deve ser feito muitas vezes. Treinar sempre em jornadas e caminhadas. Cada um tem seu próprio Passo Duplo. A maneira de caminhar nem sempre é uniforme. Desde que aprendi a muitos e muitos e muitos anos em sempre ando contando meus passos. Tornou-se um hábito de comportamento. Quando mais jovem era 70 passos duplos por cem metros. Hoje passou a ser 85 passos duplos por cem metros. Já não sou como antes. E você? Já sabe qual é o seu passo duplo por cem metros? Não esqueça, a cada ano faça o teste novamente.

                 Todos já devem saber o que seria um Percurso de Giwell. Trata-se de conseguir dados relativos a um trecho percorrido e passá-lo para o papel, traçando o esboço cartográfico. Partindo de um ponto chamado estação inicial, seguir uma estrada anotando os detalhes de interesse o azimute e medindo as distâncias. Material necessário: Prancheta, lápis, borracha, régua, transferidor, papel quadriculado, e bússola prismática. Antigamente se usava muito quando na Jornada de Primeira Classe. Como sei que ainda mantem a prática de jornadas não como no passado, o percurso é deveras interessante. Impossível ensinar por aqui. A literatura escoteira é vasta sobre isto. Conhecer bem a orientação por bussola ou outros meios, sabendo medir distâncias (ver o Passo Duplo) e considerando as diversas estações demarcadas, é um maravilhoso meio de orientação e serve muito para que outras patrulhas o utilizem em suas jornadas se forem fazer o mesmo caminho. Claro que se espera que um Escoteiro (a) esteja devidamente preparado para isto. Fazer um percurso de Giwell é divertido e quem faz uma vez nunca mais esquece. Um dia no campo é pouco para isto assim repetir sempre anualmente é válido para que ele seja executado sem erros.

              Estas atividades feitas no campo são deliciosas. Para isto deve ser programado um sábado ou domingo em local previamente escolhido onde não possa haver senões para que o Escoteiro ou a Escoteira se sinta livre e sem preocupações com terceiros. Se por acaso algum Chefe se interessar no Percurso de Giwell eu tenho um material em PDF feito por um distrito Escoteiro excelente. É só pedir no meu e-mail: ferrazosvaldo@bol.com.br


Divirtam-se e lembrem-se: - Escotismo é aventura. Escotismo se faz lá no campo e não na sede. 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Como fazer uma boquinha em uma passeata.


Como fazer uma boquinha em uma passeata.

Todo dia uma turma bem treinada com bandeiras e boné aprontam pelas ruas da cidade. Não tem mais hora nem lugar. Não perguntam se podem, nem tampouco se preocupam com quem vem e com quem vai. Eles invadem ruas, invadem prédios terrenos e quem sabe um dia vão invadir o prédio da UEB! É lá que está a grana! Rarará! – Sempre de vermelho, com estrelas no peito gritam palavra de ordem. Tem um tipo tenente gritando e dando instruções: - Faça isto faça aquilo. Dizem as más línguas que são contra tudo e contra todos. A polícia acompanha e se achar que tem baderna desce o pau. A imprensa claro deita e rola, vez ou outra um repórter toma uma cacetada no traseiro. Tem todo tipo de passeata. Os contra os a favor e os que não tem o que fazer e lá estão a se divertir. Boa mesmo é a parada Gay. A turma se diverte, canta ri e requebra. E os tais Black Bloc? Deitam e rolam na baderna. Quebram tudo pela frente. Sempre mascarados e soube que eles tem patrocínio. Será que a grama é alta? Bem com a pança que tenho não vai rolar ser um mascarado. Vou ser reconhecido logo!

Um amigo meu motorista de ônibus vendo a minha penúria me perguntou: - Chefe! Porque não se inscreve nestes grupos? Olhe é cinquenta a sessenta paus por dia. Tem passeata que são mais de noventa paus. Dão camiseta, boné um sanduiche de mortadela e um suquinho para molhar a garganta. Para o Senhor e a Chefe Célia dá mais de 100 mangos por dia! Três vezes por semana é mais que um salario mínimo que o governo te paga. Pensei na coisa. Duro como estou quem sabe vale a pena. Dizem que as tais passeatas duram pouco tempo. O suficiente para botar fogo em pneus e gritar palavras de ordem. Pensei que com meu status de Chefe Escoteiro poderia ser um destes tenentes a comandar sua Tropa de descamisados, o tutu deve ser maior. E quando eles invadem prédios, terrenos e o escambal? Isto virou uma praga. Não sessa não para todo o dia tem um aqui outro ali. Já está ficando monótono e dizem que o Stedile tem um exercito de descamisados. General Lula já disse que se pisarem no seu calo na Lava Jato ele chama o Exercito do Stedile.

Mas voltando a grana, quem paga tudo isto? Se por um lado tem os bens vestidos que se juntam na paulista gritando palavra de ordem e comendo churrasquinho acompanhado de cerveja importada, tem os outros que de vermelho vão virar o país de cabeça para baixo. Semana passada tinha uma consulta na Santa Casa de Misericordia. As sete da matina. Quase dois anos depois iam marcar minha operação de catarata número dois. Depois dela seria um lobinho segunda estrela na pinta. (dois olhos abertos). Eu sabia que vendo com os dois olhos podia catar minhocas na mata do Tenente e pescar. Que sete horas nada. Na São João uma passeata. Claro hoje só ando de ônibus. Gasolina não dá e o Paliozinho tá ruim de motor. Desci, havia mais de quatro quilômetros para chegar ao hospital. O Tenente dos descamisados gritando palavra de ordem. Botaram fogo na São João. Lembrei-me de um proverbio americano: - Se não pode vencer seu inimigo alie-se a ele.


Procurei o Capitão dos descamisados – Doutor, não tem uma vaguinha para eu e a Célia? O cara me olhou de jeito: - Te conheço malandro. Te conheço. Você é aquele tal de Chefe Osvaldo que no Facebook fica falado asneiras. A UEB já me preveniu. Me disseram que se me procurasse que lhe desce umas borrachadas para aprender a respeitar. Sai dali correndo. Não era sonho, era real. Dizem que quem caça acha e eu um pobre Velho Chefe Escoteiro fiquei esperando até as onze para acabar a passeata e de ônibus chegar a Santa Casa. Demoraram um ano para me chamar. – A atendente no guichê nem me olhou e nem piscou. Atrasado não dá. Vou remarcar para 2018! Moça! É o ano das eleições! – Vou ter de aguentar o Cunha e o Renan até la? Não dá para quebrar o galho? Alguém me cutucou. Olhei, ali estava o Stedile em carne e osso. - Já marcou? Disse. Então “casca” fora. Tem muitos da meu exercito querendo marcar uma consulta!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Curiosidades. O lenço Escoteiro.


Curiosidades.
O lenço Escoteiro.

Mais do que uma simples peça do uniforme? Claro que sim! O lenço escoteiro é um pedaço de tecido de forma triangular, parte fundamental do uniforme de todas as organizações escoteiras ao redor do mundo. A peça foi adotada pelo fundador do movimento escoteiro Robert Baden-Powell por ter dimensões muito próximas as de ataduras triangulares muito usadas em primeiros socorros. Usado geralmente em cerimônias, o lenço é enrolado, colocado ao redor do pescoço e então preso com um anel. Cada Grupo Escoteiro tem liberdade para definir as cores e o emblema de seu lenço. É uma tradição em acampamentos e eventos ao redor do mundo trocar lenços com outros escoteiros, sendo que alguns chegam a formar verdadeiras coleções.

Todas as unidades estaduais e a unidade nacional da UEB possuem lenços próprios. O lenço nacional, usado em cerimônias e eventos internacionais, é azul e tem por emblema o cruzeiro do sul bordado em branco. (me parece que foi alterado). O Lenço de Giwell é um dos mais antigos lenços escoteiros do mundo, adquirido ao se completar as etapas da insígnia de madeira (curso treinamento de chefes escoteiros).

PENSAMENTOS DE BP:
O lenço Escoteiro
Eu tive uma questão proposta a mim sobre a relação entre a boa ação e o nó do lenço escoteiro. Minha idéia era que o Escoteiro, pela manhã, deveria fazer um nó extra em seu lenço ou deixá-lo por fora de seu colete até que tenha feito à boa ação do dia, quando então poderia voltar ao uso ordinário do lenço por dentro do colete ou com um nó simples nele. Por essas estúpidas palavras da minha parte algumas impressões confusas surgiram no estrangeiro, mas penso que não importou muito – as boas ações eram realizadas todas do mesmo jeito.

Com o passar do tempo vimos que o lenço tinha muitas utilidades e era questão de honra cada um aprender a usá-lo e conhecer suas diversas utilidades. Todos aprendem a usa-lo como tipoia, como fabricar uma maca, amarras diversas principalmente em talas feitas para estancar hemorragia, transportar pesos na cabeça, servindo de almofada. Numa situação temporária, fazer de cinto. Tapar, por exemplo, massa a levedar, ou alimentos frescos. Para filtrar água com sujidades naturais (poeira, folhas, erva) Para proteger o pescoço do sol, usando-o normalmente.

Durante muitos anos, os lenços dos escoteiros eram quadrados, dobrados em triângulo e depois enrolados. Na lista de material individual pedido aos rapazes de Brownsea, constava um lenço, preferencialmente de cor verde escuro. Nas pontas, é tradição dar-se um nó simples para lembrar a Boa Acção diária. O termo em inglês para o nosso lenço é “neckerchief” ou “scarf”. Só por volta de 1923 é que se tornou hábito usar uma anilha nos lenços, pois, até aí, era simplesmente usado um nó tipo gravata. Os escoteiros americanos só começaram a usar o lenço no uniforme a partir de 1920.

No Brasil o lenço escoteiro deve ter catetos medindo de 60 a 90 cm, sendo os grupos escoteiros responsáveis por suas cores e emblema.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Você sabe para que serve o movimento Escoteiro?


Conversa ao pé do fogo.
Você sabe para que serve o movimento Escoteiro?

Alguns chefes tem comentado comigo sobre o que seria qual a finalidade do escotismo no mundo de hoje. Confesso que sou como muitos que repetem o Velho chavão de que o escotismo é uma escola de cidadania etc. e etc. Muitas vezes assisti programas em rádio e TV com lideres escoteiros sendo entrevistados e sinceramente não sei se eles transmitiram para os ouvintes ou telespectadores o que pensavam transmitir sobre a finalidade do escotismo. Uma vez junto a um Líder Regional que era entrevistado por uma rádio de uma cidade do interior o repórter de supetão me perguntou: - E o Senhor Chefe, qual sua opinião do valor do escotismo na sociedade de hoje? Putz! Não estava preparado para a resposta. Por muitos anos quis montar uma maneira simples para ajudar a muitos quando perguntados ou mesmo quando implantarmos esquemas para que a sociedade local conheça melhor o escotismo.

Se analisarem bem as formas atuais de marketing que fazemos para o publico não traz uma imagem de uma organização perfeita na educação e formação, pois ainda somos olhando como um movimento excessivamente infantil e ineficaz, pois ainda não viram seus resultados com adultos ex-Escoteiros atuando na liderança nacional. O escotismo para muitos ainda é uma diversão de criança. Não temos respaldo no mundo pedagógico e sociológico de hoje. Pensadores educadores e mestres de universidades afins desconhecem nosso valor. Não temos ninguém da nossa liderança escoteira para dizer o que somos e o que pretendemos. O que somos? Na mais que uma maneira prática de formar jovens para a vida. Uma organização infantil e juvenil sui-generis que bem feita e bem aplicada tem enormes contribuições a dar a juventude. Afinal somos poucos em nosso país que ainda pensam em forjar caráter, honra religiosidade, transparência, palavra e boas ações. Isto posto nos faz únicos na maneira de agir com jovens.

Através de um sistema próprio e bem bolado por Baden-Powell nosso fundador, ele nos deixou uma maneira simples e divertida onde o jovem aprende por si mesmo, acredita no que faz e pela consciência de uma lei e promessa tem uma nova visão da vida para que no futuro ele saiba onde se encaixa na coletividade. O escotismo tem tudo para motivar o jovem a ser alguém a respeitar e ser respeitado. Jogos, atividades ao ar livre, seja na mística de uma sociedade criada por Kipling em uma Floresta, com lobos mostrando como podem sobreviver com regras próprias, ou através do sistema de patrulhas, onde jovens vivenciam entre si, aprendem a se respeitar, a dar o possivel e o impossível para o bem de todos, onde cada um aprende que servir não é só uma palavra, mas uma maneira para sobreviver. Aprender a fazer fazendo sempre foi uma das melhores formas para o crescimento individual e coletivo. Partir para a busca de objetivos seja através de provas técnicas, seja através da vivencia em patrulha ou Tropa o jovem tem tudo para criar uma atmosfera de amor e fraternidade.

No escotismo temos grandes oportunidades de colaborar na formação individual do jovem, pois ao se libertar da infância ou puberdade ele terá na sua vida futura uma enorme facilidade para escolher qual o melhor caminho a tomar. A vida é feita de escolhas, nós mais velhos chamamos de livre arbítrio. Sem uma formação moral nenhum homem ou mulher saberá até onde vão seus objetivos muitas vezes caminhando por estradas tortuosas e de um futuro incerto. Lembremos que não temos o dom de formar sem uma boa dose de conhecimentos, tais como liberdade de ação e deixar que o jovem conheça a si mesmo no caminho para o sucesso. Escotismo não é tudo, mas sim uma maneira de colaborar com os pais, com a escola e a religião (Caso a família assim pensar). Os pais escoteiros sabem do seu valor, mas aqueles que não conhecem sempre acham muito senões para prosseguir na liberdade individual dos seus filhos.

Por falta de conhecimento, de formação de adultos preparados para atuar como chefes, por falta de apoio das autoridades, e muito mais estamos parados no tempo sem ter um reconhecimento dos nossos valores. Dependemos de lideres escoteiros para através de um bom marketing mostrar para que viemos e o que pretendemos. Até hoje estamos parados no tempo. Não é fácil chegar lá. Há uma gama enorme de voluntários chegando com novas ideias esquecendo que adaptar é válido a uma época que difere muito da do passado. Mas aos poucos desfiguram os ideais do fundador e o que pensamos ser válido para uma boa formação do jovem para sua vida futura. Quem sabe um dia chegaremos a topo da escala educacional onde o respeito e a condução séria de um escotismo perfeito possa ser realmente aplicado e recompensado. Quem ganha? Nós, os pais, a sociedade a nação.

Não sei se me fiz entender. Acredito que temos muitos lideres escoteiros com o dom da escrita melhor que o meu. Temos que fugir do lugar comum. Caminhões com barracas, um fogão e café ao prefeito, montar em parques e rodas de meninos a cantar não sei se ainda é o melhor caminho. Bem bolado uma exposição escoteira, mas será que atingimos o publico alvo? No passado ouve uma grande massa de escoteiros em vários países através do título Serviço Comunitário dando uma nova visão ao escotismo em seus países. Não sei até que ponto foi válido. Enquanto países de primeiro mundo mostram seus resultados com homens famosos ou não dando seu testemunho do escotismo no nosso não temos quase ninguém. Não tenho mesmo o dom de dizer como fazer e qual o passo para o sucesso nesta caminhada. Só posso dizer que tudo que a União dos Escoteiros do Brasil tem feito até hoje carece de resultados.


Quem sabe um dia chegaremos lá. Mas não somos governos onde os planos de hoje não interessam aos eleitos de amanhã. Temos que pisar fundo para mostrar que o escotismo é uma verdadeira escola de formação de jovens onde a escola, a igreja e até os pais vem falhando. Não substituímos, mas temos uma força tremenda se usarmos o sistema educacional bolado por Baden-Powell. Os anos passam e estamos a cada dia perdendo tempo com discussões inúteis, falta de entrosamento, falta de diálogo e tantas outras situações que está transformando o escotismo nacional em um movimento elitista. Não era o que pensava o fundador. Obrigado.