Historias e estorias que não foram contadas

Historias e estorias que não foram contadas
uma foto, de um passado distante

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Aconteceu novamente. Fazer o que? A morte da Barata.


Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Aconteceu novamente. Fazer o que?
A morte da Barata.

             Esta madrugada eu me levantei lá pelas três da manhã. Destino? O banheiro da minha morada. Nem bem acendo a luz e lá está ela. Quieta. Parada, finge-se de morta. Ela parece  John Wayne naquele filme que ele fazia papel de caolho. Fingiu-se de morto na guerra e conseguiu escapar dos sulistas. Voltemos à história: - Eu a olho e penso: - Mato? Sou um matador? Pistoleiro não sou. Quem sabe posso tirar uma de lutador de UFC? Sei não, esta turma só entra pelo cano. Dizem que todos nós temos na veia sangue de lutador, assassino e matador ao avistar uma barata. Coitada, é totalmente indefesa. Não tem forças para morder e nos botar a nocaute. Tem algumas que correm e escapam tem outras que se fingem de morta. A coitada quando cai de barriga para cima é uma piada. Quem vê acha que morreu, mas a danada está vivinha da silva. Tenho pena dela quando está assim, tenta e tenta e não consegue se virar. Dizem que é um truque Velho já conhecido pelos famosos matadores de barata.

 

              A barata é o terror das mulheres. Claro para alguns homens também. Se você gritar alto – Uma barata! É um Deus nos acuda. É gente correndo para todo lado. Parece Brasília quando gritam pega ladrão! A Polícia Federal está chegando! Já vi homens fortes, aqueles que se dizem durões, frequentadores de academia, musculoso, gemer e subir em uma cadeira e ficar tremendo gritando: - Barata! Barata! Mata! Mata! E veja a pobre coitada. Pequena, indefesa, não morde e não sabe dar “porrada”. Ela é noctívaga. Só a noite dá as caras, pois espera que os humanos estejam dormindo. Afinal elas não estão no topo da cadeia alimentar e tem de se virar com seus velhos baratos e filhos baratinha. Tem aquelas que resolvem passear durante o dia, umas idiotas, pois sem saber estão cometendo haraquiri. Não adianta as donas de casa varrerem passarem pano de chão ou mesmo um novo inseticida famoso. Não adianta comprar mil e uma utilidades mostradas na TV. Você mata cem hoje e amanhã aparece duzentas!

 

               Elas as perseguidas se escondem nos canos de esgoto ou no próprio esgoto. Deus do céu! Que destino é esse? Morar no esgoto e sair para ser morta? Dizem que elas adoram uma cozinha. Restos de alimentos ou açúcar e quase não bebem água. Os estudiosos separam as famílias de barata como a americana. (nunca vi, deve ser riquíssima, renda per capita acima da média e com filhos Boy Scout e depois Marines). Existem a cascuda e a voadora. Esta é demais. De vez em quando estou com a janela do meu pequeno escritório aberta e surge uma voando. Levo o maior susto. Deve ser a americana da Air Force tipo Força Delta que saltou de paraquedas pensando ser a Síria ou o Afeganistão e veio parar aqui.  Falam ainda na barata Alemã e na australiana. Não tem a brasileira? Acho que não. Se tivesse estariam dando risadas nas cozinhas das plataformas continentais da Petrobrás, aguardando sua vez de ganhar um dinheirinho no pré-sal que de sal só tem dólares para dar aos sabidos. E dizem que o Petróleo é nosso. Otários! Quem sabe muitas estão em Brasília, nas modestas casas a beira do lago ou mesmo na mansão do palácio presidencial.

 

                  Sei que em Curitiba algumas tentaram algumas sobras no prédio da Policia Federal, mas o Doutor Juiz mandou prender e matar todas. Este juiz não é mole. Prende mata e arrebenta! O cara devia era ser um Escoteiro Chefe, aí sim o escotismo ia mudar. Mas voltemos a nossa mente assassina. Assassina? Era apenas uma barata. Pequena coitada. Tentando se esconder e você atrás com uma metralhadora israelense ou um fuzil AR-15, uma bazuca e não leva um canhão porque é pesado demais. Bem para não alongar a história da barata Escoteira... Calma não era Escoteira. Não existe uma barata usando a vestimenta. Já pensou? Barata com camisa solta, aqueles bolsos enormes que cabem mil baratas e sem meia? Kkkkkkk. Elas são contra totalmente contra este tipo de uniforme. Uma me disse que se fosse o caqui de calças curtas ainda vá lá, mas preferem morrer de vassourada ou pé de chumbo (minha mulher mata de chineladas!).

 

                    Mas voltemos à barata no banheiro. Paro na porta, ela para perto do vaso. Eu olho para ela com os olhos injetados. Ela finge-se de morta. O que devo fazer? Dizem que nós Escoteiros somos bons para os animais e as plantas, mas a barata não é animal, não é pássaro e nem peixe. Dizem que é um inseto perigosíssimo. Penso, analiso, somo dois mais dois, faço uma raiz quadrada de 0,0,3285860. Ainda na dúvida se a mando para a terra dos seus ancestrais onde vivem os baratos e baratas. Fecho os olhos. Uma pena enorme. Meu coração bate! Meu sangue ferve! Não tenho pinta de campeão, mas preciso matar esta barata. Se contar para a Célia que a deixei viver vou ouvir o que não quero. Levanto o pé calçado com um chinelo, o levo em cima da barata. Ela imóvel não sabe que vai ser assassinada. Abaixo o pé sem dó e sem piedade. Um barulho de “trak” se fez. A barata morreu!



Nenhum comentário:

Postar um comentário

obrigado pelos seus comentários